Mostrando postagens com marcador William Blake. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador William Blake. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

A rosa doente / The sick rose

Ó Rosa, estás doente!
Um verme pela treva
Voa invisivelmente
O vento que uiva o leva

Ao velado veludo
Do fundo do teu centro:
Seu escuro amor mudo
Te rói desde dentro.

William Blake

Tradução: Augusto de Campos



The sick rose

O Rose, thou art sick!
The invisible worm
That flies in the night,
In the howling storm,

Has found out thy bed
Of crimson joy,
And his dark secret love
Does thy life destroy.

William Blake

domingo, 19 de julho de 2009

Nunca diga a teu amor

Nunca diga a teu amor
O amor que não se deve dizer,
Por que o vento suave passa
Em silêncio, sem se ver.

Eu disse a meu amor, eu disse,
Eu lhe disse de todo coração,
Tremendo, frio, um medo terrível...
Ah, ela partiu então.

Logo que ela foi
Um viajante passou
Em silêncio, invisível...
Oh, ela não se negou.

William Blake
(tradução de João Alexandre Sartorelli)

Never seek to tell thy love
Love that never told can be;
For the gentle wind does move
Silently, invisibly.

I told my love, I told my love,
I told her all my heart,
Trembling, cold, in ghastly fears---
Ah, she doth depart.

Soon as she was gone from me
A traveller came by
Silently, invisibly---
O, was no deny.

William Blake

quarta-feira, 4 de março de 2009

Ver o mundo em um grão de areia

Ver o mundo em um grão de areia
E o céu numa flor selvagem.
Pegar o infinito na palma de sua mão
E a eternidade em uma hora

Tradução de João Alexandre Sartorelli

To see a world in a grain of sand
And a heaven in a wild flower,
Hold infinity in the palm of your hand
And eternity in an hour


William Blake